Autores negros que você deveria conhecer


Autores negros que você deveria conhecer

Olá leitores! Um dia desses a Maria, do blog Impressões de Maria, me levou para conhecer um clube do livro de autores negros, onde acontecem reuniões mensais para se discutir algum livro de autor negro. Esse tipo de movimento é super importante para que os negros tenham mais visibilidade na literatura, que já é um meio bem difícil.

E pensando nisso eu achei que seria interessante trazer para você alguns autores negros que eu já li ou pretendo ler no futuro!

Chimamanda Ngozi Adichie

Eu já li uma obra da Chimamanda e amei demais a escrita dela e a mensagem que ela passa.
Além de feminista e ativista a autora será a nova curadora do TAG Literária. Vou deixar aqui um breve perfil dela e suas principais obras!

Bio

Chimamanda nasceu na Nigéria, no estado de Anambra, mas cresceu na cidade universitária de Nsukka, no sudeste da Nigéria, onde se situa a Universidade da Nigéria. Seu pai era professor de Estatística na universidade, e sua mãe trabalhava como administradora no mesmo local. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos da América. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale.

Seu primeiro romance, Purple Hibiscus (Hibisco roxo (título no Brasil) ou A cor de hibisco (título em Portugal)), foi publicado em 2003. O segundo romance, Half of a Yellow Sun (Meio sol amarelo), foi assim chamado em homenagem à bandeira da Biafra, e trata de antes e durante a guerra de Biafra. Foi publicado pela editora Knopf/Anchor em 2006, e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.
(FONTE: WIKIPÉDIA)

Obras

Protagonista e narradora de Hibisco Roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. 
Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.


Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.




Uma história de amor implacável que trata de questões de raça, gênero e identidade

Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. 
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. 
Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo.


Elisa Lucinda


Elisa Lucinda dos Campos Gomes (Cariacica, 2 de fevereiro de 1958) é uma poeta, jornalista, cantora e atriz brasileira. A artista foi um dos galardoados com o Troféu Raça Negra 2010 em sua oitava edição, na categoria Teatro. Também foi premiada no cinema pelo filme A última Estação, de Marcio Curi, no qual protagoniza o personagem Cissa. A estreia do filme foi no Festival de Brasília de 2012.

Além de conhecida pelos seus inúmeros espetáculos e recitais em empresas, teatros e escolas de todo o Brasil, Lucinda tem atuado em telenovelas da Rede Globo, a exemplo de Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida, Insensato Coração e Aquele Beijo, esta última no começo de 2012.

Obras

Neste volume, a multiartista Elisa Lucinda reúne em dois livros – Jardim das cartas e O livro do desejo – poemas escritos nos últimos onze anos em que ficou sem publicar poesia. Com a delicadeza, a sensualidade, a inteligência e o humor que marcam a sua criação artística, os versos deste Vozes guardadas revelam amores contidos e outros obscenos, um mundo vasto de espantos, lágrimas, risos e paixões. Ao entregar ao público mais uma leva das “multidões de vozes” que a habitam, a poeta se despede dessas vozes guardadas para dividi-las com todos, fazendo delas nossas próprias vozes. Penetrar no universo dos poemas de Elisa Lucinda exige estancar o tempo e a correria da vida: um delicioso e irrecusável convite.




A palavra encontra o papel, o autor encontra a imagem que vai traduzir sua ideia, o leitor se encontra com uma sensação que já conhecia, mas que nunca havia formulado claramente antes. Poesia é a arte do encontro.
E do encontro de Elisa Lucinda e Rubem Alves só se pode esperar beleza, encantamento. Como diz Gilberto Dimenstein no prefácio: 'Não me lembro (...) de ter sentido tanta emoção com a poesia como nesse dia em que os dois se reuniram para fazer este livro – uma não conhecia o outro, e a força da palavra fez deles rapidamente íntimos, como se fossem amigos de longa data'. Essa 'fulminante intimidade entre Elisa e Rubem, dois educadores que respiram poesia, é a intimidade que a arte nos faz ter com a vida'.
No DVD 'Poesia à vista', que acompanha o livro, a perfeita ilustração e complemento das idéias e da emoção transbordante do texto.



Joel Rufino dos Santos


Joel Rufino dos Santos (Rio de Janeiro, 1941 – Rio de Janeiro, 4 de setembro de 2015) foi um historiador, professor e escritor brasileiro, tendo sido um dos nomes de referência sobre o estudo da cultura africana no país. Nascido no bairro de Cascadura, cresceu apreciando a leitura de histórias em quadrinhos. Em suas próprias palavras:

"Como tantos escritores eu tive alguém, na infância, que me viciou em histórias. Lia gibis escondido, o que, possivelmente, ampliou o seu fascínio. E a Bíblia, ao invés de tomá-la como livro sagrado, tomei-a como livro maravilhoso de histórias, e como manual de estilo. Tudo se passou em Cascadura e Tomás Coelho, subúrbios antigos do Rio, onde se pode ser feliz ou infeliz como em qualquer lugar."

Ainda em suas palavras, sobre as obras importantes na sua formação:

"Filho nativo, de Richard Wright; Casa Grande & senzala, de Gilberto Freire; O Ateneu, de Raul Pompéia; Terras do Sem-Fim, de Jorge Amado; O escravo, de Hall Caine; O tempo e o vento, de Érico Veríssimo; o Manifesto comunista, de Marx e Engels… A lista é comprida. O decisivo não é o livro em si, mas a altura da vida em que você o lê. Esses foram os do começo da minha juventude."

Escreveu inúmeros livros para crianças, jovens e adultos. Ficção e não ficção. Ensaios, artigos , participação em coletâneas. Recebeu, como autor de livros para crianças e jovens, vários prêmios, tendo sido duas vezes finalista do Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil. Já como romancista recebeu, do Pen Clube do Brasil, em 2014, o Prêmio Literário Nacional na categoria "Narrativas".

Obras

Camilo é um homem com talento, reconhecido pela avó desde criança, para as letras. Sabe ler melhor que qualquer um em sua classe, tem habilidade natural para aprender. Sente, porém, que sua vida pode tomar um rumo inusitado, com contornos trágicos, ao fugir de casa com vergonha de erros cometidos quando garoto, deixando a mãe e a irmã para trás. Anos depois, conhece seu mentor, o instrutor de futebol Castoriano, que rodou o mundo pelo mar amparado por suas crenças no comunismo. É por meio de Castru que Camilo conhece Mariângela, cantora de muitos amores. E é por meio de Mariângela que Camilo conhece a desgraça e a morte, ao se indispor com um dos amantes da amada.




Primeiro livro do premiado Joel Rufino dos Santos pela Bertrand Brasil, "Claros sussurros de celestes ventos" apresenta um conjunto de narrativas fantásticas que se intercalam de forma intensa, criando um mosaico, uma explosão de sentimentos e sensações, por meio de eventos importantes ocorridos entre os séculos XIX e XX. No livro, Joel Rufino inventa que dois dos maiores escritores negros do Brasil, Lima Barreto e Cruz e Sousa, se encontraram algumas vezes e que algumas de suas criaturas, como a Olga, do Policarpo Quaresma, e a Núbia, de Broquéis, continuam suas vidas em novos tempos e lugares. Pode ser lido como um romance histórico da revolução paulista de 32, do modernismo, das cidades mortas do vale do Paraíba, da crise de 29. Ou apenas como uma intensa ficção, em que o próprio estilo poético é personagem. Uma das intenções do autor com "Claros sussurros de celestes ventos" é despertar o interesse do leitor, sem didatismo, a descobrir o gosto pela ficção e pelos clássicos. Para isso, lança mão de personagens marcantes e histórias que se misturam a relevantes fatos históricos.



Dois dos mais interessantes momentos históricos do Brasil no século XIX. Delírios irônicos, ambiciosos, cômicos, misturados aos fatos reais da revolução pernambucana de 1817 e o levante malê em 1835. O sonho era trazer Napoleão Bonaparte, então prisioneiro na ilha de Santa Helena, para comandar o exército revolucionário que pretendia derrotar o absolutismo colonial. Nesse romance, Joel Rufino dos Santos junta realidade e sonho e imagina que Napoleão vem mesmo ao Brasil, trazendo sua tão desejada quanto incômoda estratégia de luta, pois o glorioso Imperador insiste em abolir a escravidão e formar um exército de ex-escravos. Naturalmente, isso era inaceitável para os revolucionários donos de escravos. Surge assim a primeira pedra inarredável no caminho do famoso gênio militar: as contradições do liberalismo brasileiro. Napoleão desaparece misteriosamente e termina a primeira parte do romance, que é narrada por Roldão Gonçalves Rabelo. Na segunda parte, tendo como fundo a revolta malê de 1835, outros personagens — malandros, kardecistas, candomblezeiros, negros fugidos — aparecem para viver a trama diabólica que envolve a Bahia, o Brasil e a civilização cristã ocidental. Alguns protagonistas da revolução anterior reaparecem para fechar o círculo e completar a narrativa com a surpresa final. Além de surpresas, humor refinado e minuciosa pesquisa histórica do vocabulário de época, Joel Rufino nos oferece um retrato vivo de Brasil, que seria o do passado, caso nossos delírios não continuassem absolutamente indomesticáveis e nossa política não permanecesse vinculada às idéias importadas, impossíveis de serem encaixadas na realidade brasileira. "O meu estilo, se é que tenho", diz Joel, "é o monólogo barroco, aquele em que o narrador caminha como um possuído entre os seus fantasmas."


Conceição Evaristo


Conceição nasceu numa favela da zona sul de Belo Horizonte, vem de uma família muito pobre, com nove irmàos e sua mãe, e teve que conciliar os estudos trabalhando como empregada doméstica, até concluir o curso normal, em 1971, já aos 25 anos. Mudou-se então para o Rio de Janeiro, onde passou num concurso público para o magistério e estudou Letras na UFRJ.[2][3]

Na década de 1980, entrou em contato com o grupo Quilombhoje. Estreou na literatura em 1990, com obras publicadas na série Cadernos Negros, publicada pela organização.

É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Suas obras, em especial o romance Ponciá Vicêncio, de 2003, abordam temas como a discriminação racial, de gênero e de classe. A obra foi traduzida para o inglês e publicada nos Estados Unidos em 2007.[4][5] Atualmente leciona na UFMG como professora visitante.

Em 2017, Conceição Evaristo foi tema da Ocupação do Itaú Cultural de São Paulo. Conceição Evaristo é militante do movimento negro, com grande participação e atividade em eventos relacionados a militância política-social.

Obras

A História de “Ponciá Vicêncio” descreve os caminhos, as andanças, as marcas, os sonhos e os desencantos da protagonista. A autora traça a trajetória da personagem da infância à idade adulta, analisando seus afetos e desafetos e seu envolvimento com a família e os amigos. Discute a questão da identidade de Ponciá, centrada na herança identitária do avô e estabelece um diálogo entre o passado e o presente, entre a lembrança e a vivência, entre o real e o imaginado.





Becos da memória é um dos mais importantes romances memorialistas da literatura contemporânea brasileira. A autora traduz, a partir de seus muitos personagens, a complexidade humana e os sentimentos profundos dos que enfrentam cotidianamente o desamparo, o preconceito, a fome e a miséria; dos que a cada dia têm a vida por um fio. Sem perder o lirismo e a delicadeza, a autora discute, como poucos, questões profundas da sociedade brasileira.









Comentários

  1. Que legal esse clube! É realmente muito importante valorizar <3 Dessa lista eu só conhecia a Chinamanda, que é maravilhosa, então imagino que os outros também sejam incríveis. Fiquei com vontade de ler Claros Sussurros de Celestes Ventos :)
    Beijos!

    claramenteinsana.com

    ResponderExcluir
  2. Oi Raí!
    Gostei por demais dessa postagem, porque as pessoas podem conhecer autores negros e livros que talvez elas não conhecessem, como é o meu caso com o Joel Rufino dos Santos.
    A Chimamanda é uma das minhas autoras favoritas. Dela, só falta ler o livro "Para educar crianças feministas".
    Da Conceição Evaristo, só li "Olhos d`água", mas quero ler todos os livros dela.
    Excelente sua postagem!

    ResponderExcluir
  3. Oi, Rai!
    Nossa, que tudo esse seu post hein?
    Dos autores, só conhecia a Chimamanda. Vou dar uma pesquisada nos outros também.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Concorra ao livro Depois do Fim autografado

    ResponderExcluir
  4. Oi Raissa!!! Acho importante demais iniciativas como essas!!!
    Da lista eu já conhecia a Chimamanda, que eu li Americanah (e gostei muito) e to pra ler Hibisco Roxo e Sejamos todos feministas. Vou colocar na lista os outros autores pra dar uma conferida!!!
    Beijos

    ResponderExcluir
  5. Bacana a iniciativa.
    Não conhecia nenhum desses autores.

    ResponderExcluir
  6. Olá! Tudo bom?
    Não conhecia esses autores, mas sei que a literatura africana é linda.. é uma pena que é pouco explorada.
    5 O'clock Tea

    ResponderExcluir
  7. Oi!! A única autora que reconheci aí foi a Elisa. Não sabia que era escritora também, que legal!
    Ainda não li os livros dos autores citados na sua postagem, espero um dia ler.
    Adorei sua iniciativa.
    Beijo
    Coração de Leitora

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Obrigada por me visitar!
Beijos.

contatoooldr@outlook.com