Diferente






Passei a minha vida notando que sou diferente. 

Sempre fui mais cautelosa, com medo de coisas que eu não conhecia ou que eu achava arriscado, errado. Mas que as outras pessoas se sentiam atraídas a fazer. 

E eu sempre me senti mal por ser assim, por não arriscar, não embarcar na aventura. Ao invés disso eu ficava na minha zona de conforto e apenas assistia ou ouvia meus amigos contando como aquilo foi emocionante e como eles se divertiram, e isso só servia pra crescer cada vez mais minha curiosidade.

Não eram coisas muito importantes, era sair e ficar a noite toda fora ou beber até não lembrar do próprio nome. Esse tipo de coisa que todo mundo faz na vida, pelo menos uma vez...

Então finalmente chegou o dia em que eu disse sim e fui. É claro que nesse ponto sair e só voltar de manhã já não era grande coisa para os meus amigos, mas foi novidade pra mim.

E sinceramente... Foi legal, mas eu não me senti tão empolgada quanto eles, quando me contavam. Não foi uma super aventura da qual vou me lembrar sempre.

Digamos que não foi como um sonho sendo realizado.

Um sonho sendo realizado foi quanto dei o primeiro passo na faculdade, como aluna de Jornalismo, e sabendo que eu estava seguindo o meu sonho, mesmo com alguns contras.

Isso me fez pensar que mesmo quando as pessoas acham graça quando eu digo que nunca bebi até cair e que, na verdade nem gosto disso, eu não me importo. Porque eu sei o que eu sou e não me incomodo em ser diferente, em não gostar de festas todos os finais de semana e sair em aventuras loucas.

Quer dizer, as vezes eu tenho vontade de fazer essas coisas e faço. Mas apenas quando tenho vontade, e não mais pra provar que eu também sou "legal" ou só porque todo mundo faz, entende?

Bom, acho que eu quis dizer que não importa de verdade o que você faz e sim o que você é.


Ok, o texto saiu meio "auto ajuda", mas andei pensando muito nessas coisas e precisava por pra fora.
Espero que tenham gostado e se vocês tem alguma opinião, compartilhe!



O Outro Lado da Raposa

17 comentários:

  1. Já li seu texto 2 vezes e me identifiquei demais. Pensei que só eu me sentia diferente por não gostar tanto de ficar na rua até tarde da noite todo fim de semana, também nunca bebi até cair e muita gente já riu de mim por isso, mas não me importo.

    Adorei.

    aestranhanoparaiso.blogspot.com.br
    Intagram: @aline_bianca

    ResponderExcluir
  2. amei seu texto ser diferente isso é uma coisa que já fui muito hoje sou eu ! rs
    beijo

    http://loucaapaixonada22.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Eu sou desse mesmo tipo. Confesso que fui uma adolescente e jovem "diferente", pois nunca embarquei em barcas furadas só por que todo mundo ia. Hoje, adulta, vi que isso foi muito bom e realmente o importante é quem eu sou. Tenha um fim de semana abençoado, beijos!

    Blog Paisagem de Janela
    paisagemdejanela.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  4. Oi Rá...

    Que belíssimo texto!!
    Adorei!!

    Mas eu tb sou assim, considerada "diferente" pelas outras pessoas, já me importei muito com isso...mas hj? O que importa é eu ser feliz e de verdade? Os outros que se danem...rs

    Parabéns mais uma vez pelos seus ótimos textos!!

    Um grande beijo e tenha uma ótima sexta!!

    Bá.
    http://cafecomlivrosblog.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  5. Olá!

    Compartilho da sua opinião, mas pelo menos você está em vantagem, você pôde escolher entre ir ou não, no meu caso nunca me foi permitido. Sempre quis ir mas nunca deixavam, entao com o passar do tempo acabei me resignando e não me importando mais em sair...

    resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

    ResponderExcluir
  6. Parabéns pelo texto, concordo plenamente com você, é bem melhor você ser o que você é do que querer ser outra pessoa para parecer legal aos olhos das pessoas!

    http://criativare-leitura.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  7. Nossa Ra... somos muuuito parecidas mesmo. Vi você me descrevendo aí hehehe. Mas também não tenho problema nenhum em ser assim.

    Beijoo !

    | O Blog Que Não é Blog |

    | Sorteios Na Web |

    ResponderExcluir
  8. Raissa você está totalmente certa, e pode ter certeza que voltar em casa e nem lembrar o que fez não é tão legal assim, experiência própria! Já aproveitei muito, chegava de manhã em casa só, e ia sempre em balada e cervejada da faculdade, foi uma éoica boa, mas passou.

    Agora trabalho, minha vontade é mais ficar em casa vendo um filme, ou sem dúvida alguma ir pra praia surfar e quem sabe as vezes chamar alguém e ficar bebendo. Mas balada realmente, não sinto mais vontade alguma. Muitos amigos meus ainda saem muito, parecem que ainda não trabalham, mas eu não tenho mais esse pique, mas não me importa sabe? Eu sou assim, e me sinto mais feliz assim, quando der vontade eu vou, se nao prefiro ir na academia e ficar em casa com minha gatinha, namorado e minha tv amada!

    Beijoos, Love is Colorful

    ResponderExcluir
  9. Oi Raissa !!!
    Mais uma vez estou aqui para dizer que adorei o texto !!!
    Não apenas por sua escrita e pela coragem que você tem em colocar para fora os seus sentimentos e opiniões, mas também por me fazer ver que eu não sou a única que pensa assim !!! Eu nunca fui, e acredito que nunca vou ser, uma pessoa chegada em algumas dessas atitudes que você descreveu, como beber até não lembrar do próprio nome, rsrsrs, eu nunca fiz isso e até me orgulho de não ter feito. Acredito que algumas atitudes merecem um pouco de cautela afinal de contas, as vezes por motivos bobos podemos nos arrepender por muito tempo !!!
    Adorei quando você disse: "Porque eu sei o que eu sou e não me incomodo em ser diferente". É uma ótima lembrança !!! Todos somos diferentes, mas acredito que poucos sabem quem realmente são, pois muitas vezes vão na onda, rsrsrrs
    Parabéns pelo ótimo texto flor !!!

    Beijinhos
    Hear the Bells

    ResponderExcluir
  10. Oooi,

    Eu já me acostumei com as pessoas me julgando por não gostar de passar a noite acordada ou bebendo.
    Eu gosto de sair, ir pra um lugar e ficar conversando bobeiras, adoro ir em shows e tomar uma Heineken, ou beber um pouco de vinho. Mas não vejo a menor graça em beber para perder os sentidos. Acho que quem faz isso não consegue se divertir verdadeiramente além de dar trabalho para quem está do lado (que tem que levar pra casa e ajudar a cuidar)
    Claro que cada um tem uma forma de se divertir.

    Eu prefiro ficar em casa mesmo, sozinha com meus livros esquecendo da vida e conhecendo novos mundos, isso me relaxa, me desestressa.

    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

    ResponderExcluir
  11. Não acho que seu texto soou como autoajuda, nesse sentido negativo da palavra. Foi, como você colocou, a expressão de uma ideia que você precisava por pra fora, e esses são sempre os textos mais úteis.
    Você não devia nunca se sentir obrigada a fazer determinado tipo de coisa. Nem ninguém, na verdade. Não chega nem a ser uma questão de ser diferente, é só individualidade mesmo, coisa que anda se perdendo.
    Não sou muito de sair. De vez em quando, lugares sem muito movimento de preferência. E no que se refere a bebida, não entendo esse orgulho que essa molecada vê em passar mal, cair, desmaiar, esquecer de tudo. Eu procuro beber e manter a dignidade. Pelo menos é isso que os velhos boêmios faziam. Não indico álcool pra ninguém, mas, se a pessoa for beber de um jeito ou de outro, que tenha a força pra se manter sem passar vergonha. Nada pior que um bêbado chato.

    ResponderExcluir
  12. Oi Raissa, tudo bem?
    Eu gostei bastante de seu texto, e acho que ele reflete bem o que muitas pessoas passam ou passaram durante a adolescência. Muitas acabam fazendo coisas que nem as fazem bem só pra fazer parte de determinado círculo e pra ser rotulado de "legal".
    Acho que todo tipo de experiência é válido! Mas acho que devemos nos preocupar mais com o que nós queremos do que com o que as outras pessoas pensam!

    Beijão ;*
    http://www.livrosesonhos.com/

    ResponderExcluir
  13. Olá Raíssa, estou passando por essa fase mas em proporção diferentes e virada no âmbito amoroso, quero dizer, eu sempre fui alguém que corri atrás das pessoas e hoje procuro alguém que corra atrás de mim, mas acredito que tudo na vida é experiência e só temos a ganhar com isso, pelo o menos, acreditar nisso nos mantém de pé! Belíssimo post.

    Sobrelentes.blogspot

    ResponderExcluir
  14. Linda primeiramente tenho que confessar que gostei bastante do seu texto, porque me identifiquei bastante com muitas coisas que você disse. As vezes somos obrigadas a fazer as coisas que não queremos mas que todos as outras pessoas fazem por conta da MODA. Mas sabe de uma coisa? Não vale a pena. Seja vc mesma sempre. Se vc não gosta de fazer tal coisa não faça para agradar os outros. Faça porque gosta que nem o caso da sua faculdade. Eu sinceramente quando fui para faculdade gostei bastante sabe, mas tenho que dizer que não trago ótimas lembranças de lá, porque sofri muito bullying por conta da minha turma e sinceramente não sinto a menor falta de ninguém. Dei graças a Deus quando me formei, porque eu era a todo momento excluida e isso para mim era bastante triste para te falar a verdade. Mas mesmo assim eu não ligo. Sou o que sou e não vou mudar o meu jeito de ser por causa desse povo de nariz em pé. Eles podem me excluir e fazer o karamba, mas também não vão acrescentar nada na minha vida. É triste? É demais!! Sofri muito com eles na faculdade, mas sinceramente já passou e hoje eles não fazem parte de nada na minha vida e não sinto falta deles nem um pouco, porque o que é DELES está guardado !

    Outra coisa, apesar dessas dificuldades que passei, eu tenho que confessar que fiz bons amigos. Mas eu fiz no máx 2 3 amigos. Um era cadeirante. O outro era um amigo muito querido que veio a falecer por ir em uma balada e se meter em briga para defender um dos amigos e uma menina que foi bastante amiga minha apesar das suas ausencias de vez enquando nas aulas, mas mesmo assim, foram os amigos que eu pude me apoiar quando eu precisei independente dos pós e contras. Mas eu os carrego no coração e são os únicos que vou sempre me lembrar. Enfim...não sei se isso tem muito haver com o seu texto, mas não seja o que os outros quer que vc seja. SEJA SEMPRE VOCÊ MESMA viu?

    Se cuida linda, porque a vida é muito boa pra vc DESTRUIR ela pelos outros ou fazer alguma bobagem ai que não deve !

    lovereadmybooks.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  15. Menina, parece que você tirou esses pensamentos do meu cérebro! Também era muito diferente dos demais (e sofria por isso), mas nunca vi nenhuma graça nestas aventuras boêmias. Pelo menos agora sei que as pessoas vão aceitando você melhor conforme elas amadurecem!
    Beijos!

    www.diarioquaseescritora.blogspot.com

    ResponderExcluir
  16. Oi linda!
    Eu nunca fui destas coisas, até porque cresci dentro de uma religião que considerar muitas desatas coisas erradas e por isso me divirto de outra forma. Não sou muito de sair e por isso ler anda sendo o meu melhor caminho e nem é preciso você beber para provar que é legal., Não é preciso viver de festa em festa deixando as coisas que realmente importa passar somente para provar que você é legal e descolada. Eu prefiro ser descolada com algo que realmente me dará um futuro e sei que você esta fazendo o melhor para si mesma.
    Por isso seja sempre você não importa a opinião dos outros, mas somente a sua

    Beijos
    www.amorliterario.com

    ResponderExcluir
  17. Oi, linda!
    Eu me reconheço muito nas suas palavras. Até hoje nunca tomei um porre e parte disso se dá à minha história pessoal com um pai alcoólatra. Posso dizer que por mais cautelosa e medrosa que tenha sido na adolescência, nunca fiz nada que prejudicasse alguém ou envergonhasse minha mãe. O mais engraçado, no entanto, é que meu grupo de amigos era desviante. Maconheiros, punks, maloqueiros… E todos eles respeitavam a minha decisão de não usar drogas. Aprendi cedo que, na vida, nossas escolhas sempre nos levam a algum lugar – seja para o bem ou para o mal.

    Beijos, flor!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

    ResponderExcluir

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Obrigada por me visitar!
Beijos.

contatoooldr@outlook.com

Instagram